Laboratório de Desempenho Logístico

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Um modelo de programa de desenvolvimento de fornecedores em redes de empresas

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Autor: João Esmeraldo da Silva

Orientador: Carlos Manuel Taboada Rodriguez, Dr.

Ano: 2004

Resumo: O presente trabalho, tem como propósito apresentar um modelo de programa de desenvolvimento de fornecedor, em empresas industriais, sob a ótica da teoria de criação do conhecimento na empresa, visando ganhos em termos de competência organizacional. Para tanto correlaciona correntes de pensamento relativas às áreas de formulação de estratégia, economia industrial (competitividade da indústria/vantagem competitiva, cadeia produtiva, rede de empresas, clusters, logística/sistemas logísticos), competência organizacional (sob os pontos de vista: individual, do trabalho, profissional, estratégico e, também, da criação de conhecimento na empresa) e desenvolvimento de fornecedores. Baseado nesse aporte teórico elaborou-se um modelo de programa de desenvolvimento de fornecedores com o intuito de alinhar as atividades de prospecção, avaliação, desenvolvimento e homologação de fornecedores, às necessidades imediatas e ou estratégicas de empresas industriais. O modelo ora proposto, parte da premissa de que a empresa-compradora está disposta a investir tempo e recursos num programa de desenvolvimento de fornecedor. Ele disponibiliza uma ferramenta que pode ser utilizada por empresas e/ou instituições tanto da iniciativa privada como pública, numa perspectiva de visão estreita e, também, numa visão mais ampla. A visão estreita é aqui caracterizada por iniciativas isoladas (de uma pessoa ou departamento) com o propósito deliberado de promover a melhoria de determinada competência da empresa. Ademais, a perspectiva de visão ampla é caracterizada por ações de caráter estratégico no intuito de obter ganhos em termos de eficiência coletiva, ou seja, melhorar um conjunto de competências da empresa e, conseqüentemente, aumentar a competitividade de empresas quer seja na iniciativa privada, ou empreendimentos de associações de classe ou de entidades governamentais ou ainda uma interação conjunta entre elas. Por exemplo, na visão estreita pode-se promover ações para melhorar a competência de apenas uma empresa ou parte de uma cadeia de abastecimento. Já, a visão ampla busca estimular e promover o estreitamento das relações de cooperação intra-empresa e interempresas. Por exemplo, planos de fomento ao desenvolvimento de cadeias produtivas, redes empresas e/ou clusters ou então planos de desenvolvimento regional. Um dos pressupostos da atividade de desenvolvimento de fornecedores é o monitoramento das tendências tecnológicas e das necessidades da empresa-compradora e de sua cadeia de abastecimento/redes de empresas. O modelo foi submetido à apreciação e análise de 6 (seis) especialistas de duas empresas-compradoras de grande porte: uma montadora de automóveis e um fabricante de máquinas rodoviárias e agrícolas. Adicionalmente, o modelo foi analisado por 6 (seis) especialistas de duas empresas-fornecedoras. Os resultados obtidos na investigação, propiciam uma visão concreta das práticas empresarias e das perspectivas de aplicação do modelo teórico. Ressalta-se que, a lógica funcional do modelo prevê um treinamento, antecipado e adequado, de uma equipe interdepartamental tanto da empresa-compradora, como das empresas-fornecedoras que irão atuar através do método de "aprender fazendo", ou seja, como revisores, criadores e difusores desse conhecimento intra e inter-empresas, em suas respectivas cadeias de abastecimento/redes de empresas. E, desse modo, ampliar as condições de melhoria da vantagem competitiva daquelas empresas que participam do programa.